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Você conhece o seu perfil cultural?

 

 

 

Deixar a sua zona de conforto para morar em outro país é, certamente, uma aventura. Tomada a decisão, começa a excitante fase das pesquisas sobre a nova casa, custo de vida, escola para os filhos, possíveis passeios a partir deste novo endereço.

 

O checklist de coisas a serem resolvidas antes da mudança é enorme e se mistura com a ansiedade pela nova vida, além do medo da saudade de quem fica. Em meio a este turbilhão, uma pergunta comum é “será que vou me adaptar?”. Logo lembramos de todos os estereótipos, sobre os quais sempre ouvimos falar: os brasileiros são sociáveis e festeiros, os japoneses rígidos e respeitosos, os alemães, duros e secos. No fundo, sabemos que pensar desta forma é simplificar demais uma questão muito mais complexa.

 

Na esperança de tentar antecipar alguma informação mais precisa, você começa a entrar em contato com os amigos e conhecidos, que moram, já moraram ou conhecem alguém que mora no lugar onde, agora, será a sua nova casa. Por mais incríveis que os amigos, conhecidos e o Google sejam, algumas respostas nós só teremos com o tempo, aterrissando na nova casa, vivendo naquele novo país, interagindo com os novos vizinhos, o novo comércio, colegas de trabalho ou de estudos.

 

Confirmando a máxima “para toda regra, existe uma exceção”, percebemos que nem todos os nativos de determinada região reagem como havíamos lido e o amigo do amigo havia nos antecipado. Isso se dá por que dentro de cada cultura, existem as subculturas, além das experiências privadas que cada pessoa vive fora daquela na qual ela mesma foi educada.

 

Erin Meyer é uma especialista na área de diferenças culturais e negócios, autora dos livros “The Cultural Map” e “Navigating the Cultural Minefiled”, além de professora da escola internacional de negócios, INSEAD, na França. Em um de seus livros, ela descreve um modelo amplamente testado e utilizado para nos ajudar a entender como diferenças culturais podem impactar os negócios dentro de um contexto globalizado.

 

De acordo com Erin, tendemos a classificar as diferentes culturas baseando-nos apenas em duas ou três dimensões, de forma muito simplificada e superficial. Lembra dos brasileiros sociáveis e festeiros? Exatamente. Com base em décadas de pesquisa, Erin concluiu que para que possamos avaliar uma cultura de forma assertiva, 8 dimensões devem ser consideradas, pois estas são as áreas onde as principais diferenças culturais são observadas: comunicação, avaliação, persuasão, liderança, decisão, confiança, discordância e planejamento. Através de milhares de entrevistas com Gestores no mundo todo, Erin foi capaz de estabelecer determinados padrões regionais de comportamento para cada uma destas dimensões.

 

Por fim, Erin estabeleceu uma ferramenta de autoavaliação através da qual indivíduos conseguem comparar o seu perfil cultural a cultura na qual estão inseridos. Através destes resultados, é mais fácil entender onde os pontos de divergência estão concentrados, permitindo assim que uma pessoa possa se preparar para lidar com potenciais dificuldades nestas áreas. Erin disponibilizou uma versão (disponível apenas em inglês)  da ferramenta de perfil cultural através da revista Harvard Business Review.

 

O teste é simples, composto por 25 afirmações para as quais você deve indicar o seu nível de concordância. Ao final do teste, você deve também indicar a sua nacionalidade. Desta forma, o teste irá comparar o seu perfil pessoal ao da nacionalidade que você indicar. Uma sugestão é experimentar optar pela comparação com uma nacionalidade diferente, escolhendo por exemplo o país para onde você pretende se mudar, assim poderá ter um gostinho de onde as variações e eventuais desafios de interação estão concentrados.

 

No coaching de expatriação utilizamos um teste mais detalhado que nos ajuda a conhecer melhor o perfil cultural do coachee, permitindo ter um conteúdo significativo em mãos para o pontapé inicial do processo de coaching.

 

Um dos pilares do coaching é, justamente, o autoconhecimento. Sabendo mais sobre nós mesmos, conseguimos nos preparar melhor para diferentes etapas da vida, estabelecendo estratégias de enfretamento e potencializando as oportunidades de crescimento que temos quando vamos morar em outro pais. 

 

Ficou curioso (a) e gostaria de saber mais sobre como o coaching pode te ajudar? Entre em contato comigo e vamos conversar!

 

Referências:

 

Champion, David. A Tool That Maps Out Cultural Differences. Harvard Business Review (2014)

Meyer, Erin. Navigating the Cultural Minefield. Harvard Business Review (2014)

 

 

 

 

 

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